O problema é que não saber onde vamos passar a noite é uma liberdade que pode custar muito caro, ainda mais em alta temporada. É improvável que você tenha que dormir na rua com tantas ferramentas de busca de hospedagem on-line que a tecnologia nos oferece, mas pode que as únicas vagas disponíveis na última hora sejam caras de mais ou pior, muito mal localizadas.
Resolvemos, um pouco que arbitrariamente, picar os 10 dias de passeio em 6 dias pedalando, dois dias de interlúdios a cada dois dias de pedalada, e dois dias para conhecer Montevidéu, nos permitindo também, meio dia em cada extremidade para os deslocamentos iniciais e finais. Quebrando a costa nesses seis trechos precisaríamos de pouso nas extremidades (Punta del Este e Monteviodéu) e em mais 5 pontos intemediários. Aqui a tecnologia nos deu mais uma mãozinha. A maioria dos sites de busca de hotel ou casas de aluguel permite visualizar em mapas a localização dos locais disponíveis. Dias de busca, escolhas difíceis e troca de mensagens com proprietários de imoveis, nos rendeu a seguinte divisão:
De ponto a ponto, pedalaremos uns 30 km por dia em média, com um máxmo de 43 km entre Cutilla Alto e Salinas e um mínimo de 21 km entre Salinas e Carrasco. Isso é bem tranquilo, ainda mais quando se tem o dia todo. De quebra ficaremos hospedados em apartamentos, casas, quartos e cabanas com camas de verdade para descansar o esqueleto. Nada de barraquinhas e colchonetes portáteis desta vez. Só "luxo" e por menos de 100 reais por pessoa por dia. É mais que uma diária em um camping, mas menos que uma diária em hotel, mas todos com o conforto de uma casa de temporada. Até piscininha vamos tem em um ou outro.
Nota técnica: Com o endereço de cada local de hospedagem em mãos pude, finalmente desenhar em detalhe o "trajeto mínimo" de cada dia. O trajeto mínimo não é necessariamente a rota que seguiremos pois não inclui pontos de interesse desconhecidos, paradas para bares e restaurantes, desvios para um banho de mar ou mudanças de idéia, mas nos indicará claramente a melhor rota planejada para encontrar as ruas mais calmas, ciclovias e pontes, evitando detours desnecessários ao deparar-mo-nos com rios, rodovias, terrenos privados e outros obstáculos intransponíveis. Devem haver muitas formas de fazer isso. Eu uso o "my maps" do google para desenhar a rota e exporto o arquivo em formato GPX para te-lo off-line em meu celular. Com um aplicativo de mapas e navegação chamado "Routes" tenho um GPS que vai me guiar pela rota planejada, e sempre que eu sair da rota, me guiará de volta para ela.

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