Dia de coçar é também dia de curar as feridas. Coxas e bumbum doloridos, um pelo esforço fora do comum, outro pelo tempo sobre o selim. Testa, mãos e pernas esturricadas pelo mormaço dos dias anteríores, lembrando-nos de que as nuvens e o vento não protegem muito da radiação nociva do sol, apenas refrescam a ponto de e nos fazer esquecer a proteção. Por isso massagem com hidratânte a base de cânfora e muito, muito protetor solar antes de voltar para a bici e buscar o melhor lugar na praia para fazer o que tínhamos que fazer aquele dia: nada. Bem, nada não, tomar umas cervejinhas geladas à sombra, tomar um pouco de sol nas partes do corpo não expostas nos dias anteriores, e refrescar-nos na água pouco salgada daquele mar fluvial. Nada mais.
Descemos a colina em bici, paramos em nosso amigo Peco para compra uma cervejinha gelada e pedir as informações que nos levariam a encontrar o único quioske num raio de 20km onde se poderia comprar empanadas, cervejas e drinks sem tirar os pés da areia. Assim passou-se o dia. Na volta passamo outra vez no Peco para comprar uma jantinha: vinhos locais, atum, maionese e galletas, um pãozinho folheado que Peco assava ele mesmo todos os dias, e fez questão de nos mostrar como e onde, seu forninho elétrico ao lado da mercearia. Logo, de volta à cabana, ver o por do sol da avarandinha e lambusar-nos um ao outro com o refrescante hidratânte de cânfora.
Delícia de vida.




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